Espondiloartrites
Força para enfrentar a rigidez e mover-se além das limitações

O que são as Espondiloartrites?
As espondiloartrites são um grupo de doenças inflamatórias crônicas que afetam principalmente as articulações da coluna vertebral e das articulações sacroilíacas (onde a coluna se encontra com a pelve), mas também podem atingir outras articulações do corpo. Elas pertencem a um conjunto maior de condições imunomediadas, nas quais o sistema imunológico ataca erroneamente os tecidos saudáveis do corpo, causando inflamação.
As espondiloartrites englobam várias condições, sendo a espondilite anquilosante a mais conhecida, mas também incluem outras, como a artrite psoriásica, artrite reativa, artrite enteropática (associada a doenças inflamatórias intestinais) e artrite juvenil espondilítica.
Essas doenças podem afetar tanto adultos quanto crianças e têm um impacto significativo na qualidade de vida, pois causam dor, rigidez e, com o tempo, podem levar à perda de mobilidade.
Tipos de Espondiloartrites
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Espondilite Anquilosante (EA): A forma mais conhecida e estudada de espondiloartrite axial, que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas. A EA pode causar a fusão das vértebras ao longo do tempo, resultando em perda de flexibilidade e rigidez, especialmente nas regiões lombar e torácica.
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Artrite Psoriásica: A artrite psoriásica é um subtipo periférico, onde as articulações, especialmente as das mãos, pés e joelhos, são afetadas, frequentemente em pessoas que já têm a doença de pele psoríase. Pode envolver tanto articulações periféricas quanto a coluna.
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Artrite Reativa: A artrite reativa é desencadeada por uma infecção em outra parte do corpo, como no trato urinário ou gastrointestinal. Além das articulações, pode afetar os olhos e os tendões.
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Artrite Enteropática: Esse tipo está associado a doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn ou a colite ulcerativa. A inflamação nas articulações, especialmente na coluna, ocorre em conjunto com sintomas intestinais.
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Artrite Juvenil Espondilítica: É uma forma de espondiloartrite que afeta crianças e adolescentes. Ela pode ter características semelhantes à espondilite anquilosante, mas ocorre antes da adolescência.
Quais são os sintomas das Espondiloartrites?
Os sintomas das espondiloartrites podem variar dependendo da doença específica, mas em geral incluem:
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Dor nas costas e rigidez: A dor nas articulações da coluna, especialmente na parte inferior, é um dos sintomas mais comuns. A rigidez é mais intensa pela manhã ou após longos períodos de inatividade.
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Inflamação nas articulações: Além da coluna vertebral, as espondiloartrites podem afetar as articulações periféricas (como joelhos, tornozelos e quadris).
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Dor nas articulações sacroilíacas: A dor na região lombar ou nas nádegas é característica de muitas espondiloartrites, principalmente na espondilite anquilosante.
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Fadiga: O cansaço excessivo é um sintoma comum em muitas pessoas com espondiloartrites.
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Sintomas extrarticulares: Algumas espondiloartrites podem afetar outras partes do corpo, como os olhos (uveíte), o coração, a pele (como nas psoríases) e o sistema gastrointestinal (em casos de artrite enteropática).
Quais são as causas das Espondiloartrites?
As causas das espondiloartrites não são completamente compreendidas, mas acredita-se que elas envolvam uma combinação de fatores genéticos e ambientais. O principal fator genético relacionado a essas condições é a presença do gene HLA-B27, que aumenta a predisposição para desenvolver espondiloartrites, embora nem todas as pessoas com esse gene desenvolvam a doença.
Além disso, fatores ambientais, como infecções (por exemplo, uma infecção gastrointestinal ou urinária), podem desencadear ou agravar os sintomas da doença em pessoas geneticamente predispostas.

Como as Espondiloartrites são diagnosticadas?
O diagnóstico das espondiloartrites é feito com base em uma combinação de fatores: histórico médico, exame físico e exames de imagem. A ressonância magnética e as radiografias podem ser usadas para identificar inflamações nas articulações da coluna e nas articulações sacroilíacas.
Além disso, exames laboratoriais podem ser feitos para verificar a presença do gene HLA-B27, embora esse gene não seja determinante para o diagnóstico. A avaliação clínica e os sintomas são fundamentais para o diagnóstico, já que muitas vezes a doença se manifesta de forma gradual e sem sintomas específicos.
Tratamento das Espondiloartrites
Embora não haja cura para as espondiloartrites, existe uma série de opções de tratamento para controlar a doença, reduzir a dor e a inflamação e melhorar a qualidade de vida. O tratamento pode incluir:
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Medicamentos:
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Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): Como o ibuprofeno e o naproxeno, para aliviar a dor e reduzir a inflamação.
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Medicamentos modificadores da doença (DMARDs): Como o metotrexato e a sulfassalazina, que podem ajudar a controlar a progressão da doença, especialmente em casos de artrite psoriásica ou artrite reativa.
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Biológicos: Medicamentos que bloqueiam substâncias específicas do sistema imunológico, como os inibidores do TNF-alfa (etanercepte, infliximabe), que podem ser usados para tratar casos mais graves de espondiloartrites.
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Corticosteroides: Podem ser usados para controlar inflamações agudas, mas não são a primeira linha de tratamento devido aos efeitos colaterais a longo prazo.
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Fisioterapia: A fisioterapia desempenha um papel essencial no tratamento das espondiloartrites. Exercícios específicos ajudam a manter a flexibilidade da coluna e das articulações, melhorando a postura e a mobilidade. A prática regular de exercícios também ajuda a reduzir a rigidez e a dor.
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Exercícios físicos: Manter-se ativo é fundamental. A prática regular de exercícios, como natação, caminhada e yoga, pode ajudar a fortalecer os músculos, melhorar a mobilidade e reduzir a dor nas articulações.
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Mudanças no estilo de vida:
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Evitar o sedentarismo: O descanso é importante, mas também é essencial evitar ficar parado por longos períodos. Levantar-se e se mover regularmente pode prevenir a rigidez.
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Alimentação balanceada: Uma dieta saudável pode ajudar a controlar o peso e reduzir a pressão nas articulações. A ingestão de alimentos anti-inflamatórios, como peixes ricos em ômega-3, vegetais e frutas, pode ser benéfica.
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Redução do estresse: Técnicas de relaxamento, como meditação e respiração profunda, podem ser úteis para reduzir a inflamação e a dor.
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Quais são os cuidados que o paciente com Espondiloartrites deve ter?
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Seguir o plano de tratamento: É fundamental que os pacientes sigam as orientações médicas, tomando os medicamentos conforme prescrição e realizando os exames de acompanhamento.
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Praticar exercícios regularmente: Exercícios físicos são essenciais para melhorar a mobilidade, reduzir a dor e evitar deformidades articulares. No entanto, é importante escolher atividades de baixo impacto e de acordo com a recomendação médica.
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Evitar atividades que sobrecarreguem a coluna e articulações: Embora a atividade física seja importante, é necessário evitar atividades que possam agravar a dor, como levantamento de peso excessivo ou movimentos bruscos.
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Fazer acompanhamento médico constante: Consultas regulares são essenciais para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.
Dúvidas comuns sobre Espondiloartrites
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As espondiloartrites têm cura? Não, as espondiloartrites são condições crônicas, mas o tratamento adequado pode controlar os sintomas, reduzir a inflamação e prevenir danos nas articulações.
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Eu posso ter filhos se tiver espondiloartrite? Sim, muitas pessoas com espondiloartrites têm filhos sem problemas. No entanto, é importante discutir com seu médico, especialmente se você estiver tomando medicamentos imunossupressores ou biológicos, para garantir que a gravidez seja segura.
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O que posso fazer para melhorar minha qualidade de vida com espondiloartrite? Manter-se ativo, seguir o tratamento corretamente, praticar exercícios de alongamento e fortalecimento, e cuidar da alimentação são estratégias essenciais para controlar a doença e melhorar a qualidade de vida.