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Espondiloartrites

Força para enfrentar a rigidez e mover-se além das limitações

dançarino

O que são as Espondiloartrites?

As espondiloartrites são um grupo de doenças inflamatórias crônicas que afetam principalmente as articulações da coluna vertebral e das articulações sacroilíacas (onde a coluna se encontra com a pelve), mas também podem atingir outras articulações do corpo. Elas pertencem a um conjunto maior de condições imunomediadas, nas quais o sistema imunológico ataca erroneamente os tecidos saudáveis do corpo, causando inflamação.

As espondiloartrites englobam várias condições, sendo a espondilite anquilosante a mais conhecida, mas também incluem outras, como a artrite psoriásica, artrite reativa, artrite enteropática (associada a doenças inflamatórias intestinais) e artrite juvenil espondilítica.

Essas doenças podem afetar tanto adultos quanto crianças e têm um impacto significativo na qualidade de vida, pois causam dor, rigidez e, com o tempo, podem levar à perda de mobilidade.

Tipos de Espondiloartrites

  1. Espondilite Anquilosante (EA): A forma mais conhecida e estudada de espondiloartrite axial, que afeta principalmente a coluna vertebral e as articulações sacroilíacas. A EA pode causar a fusão das vértebras ao longo do tempo, resultando em perda de flexibilidade e rigidez, especialmente nas regiões lombar e torácica.

  2. Artrite Psoriásica: A artrite psoriásica é um subtipo periférico, onde as articulações, especialmente as das mãos, pés e joelhos, são afetadas, frequentemente em pessoas que já têm a doença de pele psoríase. Pode envolver tanto articulações periféricas quanto a coluna.

  3. Artrite Reativa: A artrite reativa é desencadeada por uma infecção em outra parte do corpo, como no trato urinário ou gastrointestinal. Além das articulações, pode afetar os olhos e os tendões.

  4. Artrite Enteropática: Esse tipo está associado a doenças inflamatórias intestinais, como a doença de Crohn ou a colite ulcerativa. A inflamação nas articulações, especialmente na coluna, ocorre em conjunto com sintomas intestinais.

  5. Artrite Juvenil Espondilítica: É uma forma de espondiloartrite que afeta crianças e adolescentes. Ela pode ter características semelhantes à espondilite anquilosante, mas ocorre antes da adolescência.

Quais são os sintomas das Espondiloartrites?

Os sintomas das espondiloartrites podem variar dependendo da doença específica, mas em geral incluem:

  • Dor nas costas e rigidez: A dor nas articulações da coluna, especialmente na parte inferior, é um dos sintomas mais comuns. A rigidez é mais intensa pela manhã ou após longos períodos de inatividade.

  • Inflamação nas articulações: Além da coluna vertebral, as espondiloartrites podem afetar as articulações periféricas (como joelhos, tornozelos e quadris).

  • Dor nas articulações sacroilíacas: A dor na região lombar ou nas nádegas é característica de muitas espondiloartrites, principalmente na espondilite anquilosante.

  • Fadiga: O cansaço excessivo é um sintoma comum em muitas pessoas com espondiloartrites.

  • Sintomas extrarticulares: Algumas espondiloartrites podem afetar outras partes do corpo, como os olhos (uveíte), o coração, a pele (como nas psoríases) e o sistema gastrointestinal (em casos de artrite enteropática).

Quais são as causas das Espondiloartrites?

As causas das espondiloartrites não são completamente compreendidas, mas acredita-se que elas envolvam uma combinação de fatores genéticos e ambientais. O principal fator genético relacionado a essas condições é a presença do gene HLA-B27, que aumenta a predisposição para desenvolver espondiloartrites, embora nem todas as pessoas com esse gene desenvolvam a doença.

Além disso, fatores ambientais, como infecções (por exemplo, uma infecção gastrointestinal ou urinária), podem desencadear ou agravar os sintomas da doença em pessoas geneticamente predispostas.

Exercícios de mobilidade são importantes nas espondiloartrites

Como as Espondiloartrites são diagnosticadas?

O diagnóstico das espondiloartrites é feito com base em uma combinação de fatores: histórico médico, exame físico e exames de imagem. A ressonância magnética e as radiografias podem ser usadas para identificar inflamações nas articulações da coluna e nas articulações sacroilíacas.

Além disso, exames laboratoriais podem ser feitos para verificar a presença do gene HLA-B27, embora esse gene não seja determinante para o diagnóstico. A avaliação clínica e os sintomas são fundamentais para o diagnóstico, já que muitas vezes a doença se manifesta de forma gradual e sem sintomas específicos.

Tratamento das Espondiloartrites

Embora não haja cura para as espondiloartrites, existe uma série de opções de tratamento para controlar a doença, reduzir a dor e a inflamação e melhorar a qualidade de vida. O tratamento pode incluir:

  1. Medicamentos:

    • Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs): Como o ibuprofeno e o naproxeno, para aliviar a dor e reduzir a inflamação.

    • Medicamentos modificadores da doença (DMARDs): Como o metotrexato e a sulfassalazina, que podem ajudar a controlar a progressão da doença, especialmente em casos de artrite psoriásica ou artrite reativa.

    • Biológicos: Medicamentos que bloqueiam substâncias específicas do sistema imunológico, como os inibidores do TNF-alfa (etanercepte, infliximabe), que podem ser usados para tratar casos mais graves de espondiloartrites.

    • Corticosteroides: Podem ser usados para controlar inflamações agudas, mas não são a primeira linha de tratamento devido aos efeitos colaterais a longo prazo.

  2. Fisioterapia: A fisioterapia desempenha um papel essencial no tratamento das espondiloartrites. Exercícios específicos ajudam a manter a flexibilidade da coluna e das articulações, melhorando a postura e a mobilidade. A prática regular de exercícios também ajuda a reduzir a rigidez e a dor.

  3. Exercícios físicos: Manter-se ativo é fundamental. A prática regular de exercícios, como natação, caminhada e yoga, pode ajudar a fortalecer os músculos, melhorar a mobilidade e reduzir a dor nas articulações.

  4. Mudanças no estilo de vida:

    • Evitar o sedentarismo: O descanso é importante, mas também é essencial evitar ficar parado por longos períodos. Levantar-se e se mover regularmente pode prevenir a rigidez.

    • Alimentação balanceada: Uma dieta saudável pode ajudar a controlar o peso e reduzir a pressão nas articulações. A ingestão de alimentos anti-inflamatórios, como peixes ricos em ômega-3, vegetais e frutas, pode ser benéfica.

    • Redução do estresse: Técnicas de relaxamento, como meditação e respiração profunda, podem ser úteis para reduzir a inflamação e a dor.

Quais são os cuidados que o paciente com Espondiloartrites deve ter?

  • Seguir o plano de tratamento: É fundamental que os pacientes sigam as orientações médicas, tomando os medicamentos conforme prescrição e realizando os exames de acompanhamento.

  • Praticar exercícios regularmente: Exercícios físicos são essenciais para melhorar a mobilidade, reduzir a dor e evitar deformidades articulares. No entanto, é importante escolher atividades de baixo impacto e de acordo com a recomendação médica.

  • Evitar atividades que sobrecarreguem a coluna e articulações: Embora a atividade física seja importante, é necessário evitar atividades que possam agravar a dor, como levantamento de peso excessivo ou movimentos bruscos.

  • Fazer acompanhamento médico constante: Consultas regulares são essenciais para monitorar a progressão da doença e ajustar o tratamento conforme necessário.

Dúvidas comuns sobre Espondiloartrites

  1. As espondiloartrites têm cura? Não, as espondiloartrites são condições crônicas, mas o tratamento adequado pode controlar os sintomas, reduzir a inflamação e prevenir danos nas articulações.

  2. Eu posso ter filhos se tiver espondiloartrite? Sim, muitas pessoas com espondiloartrites têm filhos sem problemas. No entanto, é importante discutir com seu médico, especialmente se você estiver tomando medicamentos imunossupressores ou biológicos, para garantir que a gravidez seja segura.

  3. O que posso fazer para melhorar minha qualidade de vida com espondiloartrite? Manter-se ativo, seguir o tratamento corretamente, praticar exercícios de alongamento e fortalecimento, e cuidar da alimentação são estratégias essenciais para controlar a doença e melhorar a qualidade de vida.

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